sábado, junho 30, 2012

Vendo livros de Filosofia



Estou disponibilizando, para venda, alguns livros que já não uso, adquiridos durante o período em que estudei filosofia.

Confira, abaixo, os livros à venda.

Havendo interesse, por gentileza, contate-me: crismeliska@hotmail.com








Fedro / Platão - Lisboa: Edições 70, 1997. = R$ 40,00 (possui marcações e anotações);












segunda-feira, outubro 31, 2011

O desejo de Alice



" - É um enorme tabuleiro de xadrez - gritou Alice; - na certa há peças de jogo sobre ele e a partida já deve ter começado!... Uma grande partida de xadrez jogada em todo o mundo, pois esse estranho tabuleiro é o mundo mesmo!... Oh! que engraçado! Que bom, se eu fosse uma das peças do jogo! Mesmo um simples peão... embora eu preferisse ser rainha."
(Alice através do espelho - Lewis Carroll)



domingo, outubro 02, 2011

"Agora"




Se queres dar-me uma flor,
faze-o antes que eu morra.
Se podes hoje, faze o milagre
De um sorriso num rosto que chora.
Não coloque flores sobre tumbas:
Se queres dar-me uma flor, faze-o agora!

Se podes dar um lar ao orfãozinho,
Abrigo ao pobre que geme lá fora,
não encolhas a mão - Deus está vendo:
Se podes dar uma flor, faze-o agora!

Se conheces o eterno caminho
que leva ao templo, onde a alegria mora,
não guardes, egoísta, o teu segredo:
Se podes dar-me uma flor, faze-o agora!

Se podes dizer, em uma frase linda,
algo que faça a tristeza ir embora,
dize-a enquanto posso agradecer sorrindo:
Se podes dar-me uma flor, faze-o agora!

Que farei eu das orações e das flores,
Quando do mundo já não mais eu for?
Aos pés de Deus eu as terei tão lindas,
Que não precisarei do teu amor!

Não esperes o instante da partida.
Se queres me fazer feliz, faze-me agora!
Para que chorar de remorso e saudade?
Custa tão pouco a felicidade...
Se podes dar-me uma flor, faze-o agora!
(Autor desconhecido)

sexta-feira, setembro 30, 2011

Efeitos de uma noite não dormida.

Sinto-me como que escapado de uma daquelas incubadoras de Matrix...
Ou será que foi a falta de adaptação ao duplipensar e à novilíngua que me fizeram fugir, com sucesso, das garras do Big Brother? Pena que Smith não teve a mesma sorte, tsc.
Hmmm, pensando bem - se é que eu consigo, sobrecarregada de informação como me sinto - acho que errei o compasso e Tommy, sem piedade, me expulsou da Ópera Rock. Triste... 
Não, não foi isso! Novamente me perco em enganos! Foi quando fugíamos dos Paladinos: dei aquele salto absurdo, errei a distância e fui parar naquela gigantesca espaçonave onde presenciei Wall-E e EVA tentando salvar a plantinha, e, ao me distrair, caí da poltrona e atravessei o espelho! 
Já que aqui me encontro, só me resta visitar Alice e convidá-la a dar um pulinho no País das Maravilhas para passarmos o dia com o amigo Chapeleiro, onde, certamente, ele nos receberá com um delicioso chá e loucamente ansioso para nos apresentar sua nova coleção de chapéus!
Ah! Ia me esquecendo...
- Morpheus, perdoe-me a ausência na noite passada. 

Au revoir mes amis!






sexta-feira, julho 01, 2011

Exposição As aquarelas de José Andreas

O aquarelista e músico José Andreas abrirá sua exposição, cujo tema é a História do Brasil, no próximo dia 16 de julho, às 20h, na Casa da Cultura de Paraty, RJ. Na ocasião, o artista fará uma apresentação musical com seu contrabaixo, acompanhado de Deuse Mello (teclado) e Sandro Galindo (bateria).
Ótima pedida para quem estiver na cidade. =)


As aquarelas de José Andreas
De 16/07 a 16/08/2011
Casa da Cultura de Paraty
Rua Dona Geralda, 177 - Centro Histórico – Paraty RJ - Cep: 23.970-000
Tel/Fax.: (24) 3371-2325

quinta-feira, junho 09, 2011

Exposição São Paulo à noite: Uma homenagem à Brassaï

Apaixonada pela fotografia noturna, a fotógrafa Cris Meliska decidiu unir essa paixão a uma homenagem ao celebrado fotógrafo húngaro Brassaï, também conhecido como "o fotógrafo da noite" por seus ensaios ousados feitos na Paris da década de trinta (Paris de Nuit).

Nesta exposição, toda em preto e branco, o clima das imagens de Brassaï vem acompanhado pela arquitetura paulistana.

"Em meados de 2006 comecei a participar de saídas fotográficas promovidas por grupos de pessoas que tinham em comum a paixão pela fotografia. Foram muitas as amizades desenvolvidas nessas saídas. Entre uma fotografia e outra trocávamos informações, sugestões e conhecimento. Pelo fato da maioria dos integrantes terem suas obrigações durante o dia, programávamos nossos passeios no período noturno.

À medida que fotografava São Paulo à noite, crescia minha admiração pela face da cidade que me era revelada. Quando dei por mim, havia acumulado um acervo interessante da vida noturna dessa capital.

Um dia, não me lembro exatamente como, me deparei com o trabalho de Gyula Hasz, um fotógrafo de origem húngara apaixonado pela noite parisiense, conhecido pelo pseudônimo de Brassaï, em homenagem à sua cidade natal: Brasso. A identificação com o trabalho ocorreu instantaneamente e quanto mais estudava a seu respeito, mais aumentava meu apreço.

Foi então que, inspirada pelo primeiro livro de Brassaï – Paris de Nuit – resolvi avaliar meu registros fotográficos noturnos, realizados nos passeios coletivos, e qual não foi minha surpresa quando me deparei com os temas retratados.
Brassaï mostra a beleza - sempre coberta pela magia da noite - da arquitetura de uma cidade urbana, dos trabalhadores e personagens noturnos de uma Paris da década de 30.

Pretendi homenageá-lo ao perceber que a mesma beleza reconhecida e capturada por ele, se repetia diante de meus olhos: a imponência da torre de uma catedral de Paris, salientada por sua iluminação, foi reconhecida na torre da Estação Júlio Prestes; as cenas de trabalho fotografadas no mercado de Halles se comparam à movimentação maravilhosa que os trabalhadores da feira noturna do Parque Dom Pedro realizam; um grupo de jogadores de cartas também encena para minha câmera; e assim se apresenta, entre uma semelhança e outra, a inspiração que encontrei em seu trabalho para a presente mostra." Cris Meliska

Fotografias de Cris Meliska
Tratamento de Imagens por Johnny Kamigashima

sexta-feira, novembro 12, 2010

Exposição Ser Humano Ente Urbano

Começa hoje a ocupação! Espero vê-los por lá!

terça-feira, novembro 09, 2010

sexta-feira, outubro 22, 2010

Exposição Aécio Sarti

(Clique na imagem para vê-la ampliada)
Fotos: Cris Meliska



Inaugurada a Galeria Aécio Sarti, na Vila Madalena, em São Paulo, na terça-feira, 19 de outubro.

"O Muro de Minha Rua" é o tema da exposição que marca a abertura do espaço e homenageia duas mulheres que inspiram o trabalho de Aécio: Daisy Justus e Cesarina Riso. São obras realizadas pelo artista, inspiradas na estória de um personagem chamado Fernando dos Santos, menino simples, possuidor de uma visão infantil e poética da vida.

A exposição é mais um belo trabalho realizado pelo artista plástico, que vive em Paraty e onde mantem seu atelier.

Carolina Coutinho estréia à frente da galeria, como marchand.



Exposição "O Muro de Minha Rua"
Galeria Aécio Sarti
Rua Harmonia, 293, Vila Madalena - São Paulo
Telefone: 11 7803 2411
Funcionamento: Segunda a sexta, das 10h às 20h. Sábado, das 10h às 18h.


segunda-feira, junho 28, 2010

Abraço Corporativo, o filme

Se vc é daqueles que costuma acreditar em tudo que veicula na mídia sem pestanejar, está na hora de assistir Abraço Corporativo, de Ricardo Kauffman.
Para saber mais acesse: Abraço Corporativo

quarta-feira, novembro 18, 2009

Identidades

Quão reconfortante é saber que em outras épocas pessoas passaram por experiências e, através de seus registros, permitiram que chegassem até nós. Não digo qualquer experiência, mas as que vão de encontro às nossas e mostram-nos que não há uma fórmula para se acertar, seja lá o que desejamos, mas que a tentativa é válida.
Depois de Chaplin, Brassaï é um desses seres com quem adoraria trocar umas idéias...
É de sua autoria a citação, abaixo, que encontra-se na contracapa do livro Brassaï Paris, de Jean-Claude Gautrand, editado pela Taschen, que por sua vez extraiu de Conversation with de autor, published in Photo-Revue, February 1974.
"Sempre recusei especializar-me. Sempre fiz muitas coisas: fotografias, desenhos, esculturas, filmes, livros... Ao fim e ao cabo, é também difícil ter muito talento porque todos eles nos entretêm... Apenas podemos agir alternadamente, seguindo o seu instinto... Não tenho medo de me dispersar... quero ser livre."
Brassaï

quinta-feira, maio 07, 2009

Atelier Aécio Sarti


Aécio Sarti é artista plástico e vive, atualmente, em Paraty, RJ.
Conheci seu trabalho em minha última passagem pela cidade. Na ocasião, encontrei-o em meio a tintas, lonas, pincéis, algumas obras já terminadas e outras aguardando os últimos retoques.
Foi então que ele me contou, com muita felicidade, que o material que estava vendo ali era para uma exposição.
Hoje, 6 de maio de 2009, tive o prazer de presenciar sua abertura no Espaço Cultural Banco Central, em São Paulo.
O título, Roupa de Ver Deus, é resultado de uma viagem inspiradora que o artista fez ao Vale do Jequitinhonha, onde teve oportunidade de observar a riqueza por tras da simplicidade da população local e traduzir através de sua pintura.

Confira!!
Exposição Roupa de Ver Deus, de Aécio Sarti.
Espaço Cultural Banco Central - Av. Paulista, 1804, São Paulo, Capital.
7 a 22 de maio de 2009, de segunda-feira a sexta-feira, das 10h às 16h.

segunda-feira, março 23, 2009

Quando dei por mim.

Entrevista concedida ao Portal Imprensa em fins de 2008, publicada em janeiro/2009.

Retratos familiares levaram Cris Meliska a se especializar em fotografia

Por Ana Luiza Moulatlet/Redação Portal IMPRENSA

quinta-feira, janeiro 22, 2009

Opinião de Brassaï sobre a diferença entre fotografia e pintura.



"Existe uma diferença fundamental entre a fotografia e a pintura. A primeira constata, a segunda cria. A primeira é um documento e, mesmo quando desprovida de qualquer interesse, continua sendo um documento. A outra se baseia por inteiro na personalidade, e tudo desmoronaria num monte de escombros se esta faltasse. Como é que falavam da rivalidade entre as duas? A pintura fotográfica e a fotografia pictórica são as únicas rivais. Que elas se entredevorem, que elas se auto-eliminem, portanto, desaparecendo para sempre! A fotografia é a própria consciência da pintura. Ela lhe lembra incessantemente o que não deve fazer. Que a pintura assuma portanto suas responsabilidades. (...) Depois de admirarmos tudo o que a chapa fotossensível é capaz de revelar, buscaremos outra sensibilidade, a do fotógrafo. O que atrai o fotógrafo é justamente a possibilidade de penetrar nos fenômenos, de apreender suas formas. Ah, presença impessoal! Eterno incógnito! O mais humilde criado, o deslocado por excelência, que só vive nas imagens latentes. Ele as persegue até seus últimos refúgios, as surpreende no que existe de mais positivo, material e verdadeiro nelas. Quanto a saber se é preciso conceder-lhe o tão comprometido nome de "artista", realmente, isso não tem nenhuma, mas nenhuma importância."

(Brassaï - Artigo publicado em L'Intransigeant, em 15 de novembro de 1932 - Extraído do Livro Cartier-Bresson, O olhar do século, de Pierre Assouline, L&PM Editores, 2008)

terça-feira, janeiro 06, 2009

Procura da poesia, Drummond

"Chega mais perto e contempla as palavras. Cada uma tem mil faces secretas sob a face neutra e te pergunta, sem interesse, pela resposta pobre ou terrível que lhe deres: Trouxeste a chave?"

(“Procura da Poesia”, de Carlos Drummond de Andrade)

terça-feira, novembro 18, 2008

Nascidos em bordéis, o filme

Sinopse

Esse ganhador do Oscar mostra a vida de crianças do bairro da Luz Vermelha, em Calcutá. O aparente enriquecimento da Índia deixa de lado os menos favorecidos. Porém, ainda há esperanças. Os documentaristas Zana Briski e Ross Kauffman procuram essas crianças e, munidos de câmeras fotográficas, pedem para elas fazerem retratos de tudo que lhes chamam a atenção. Os resultados são emocionantes. E enquanto as crianças vão descobrindo essa nova forma de expressar, os cineastas lutam para poder dar mais esperança, para as quais a pobreza é a maior ameaça à realização dos sonhos.

Informações Técnicas

Título no Brasil: Nascidos em Bordéis
Título Original: Born Into Brothels: Calcutta's Red Light Kids
País de Origem: Índia / EUA
Gênero: Documentário
Tempo de Duração: 85 minutos
Ano de Lançamento: 2004
Site Oficial: Born in to brothels (onde pode-se adquirir fotos de autoria das próprias crianças)
Estúdio/Distrib.: Focus Filmes
Direção: Zana Briski / Ross Kauffman
Elenco:
Shanti Das
Avijit
Suchitra
Manik
Gour
Puja Mukerjee
Tapasi
Mamuni Kochi

Trailers
Veja aqui o trailer 1
Veja aqui o trailer 2

Informações extraídas do site Interfilmes

Mais detalhes: Max Pires

segunda-feira, fevereiro 18, 2008

Lomografia



Lomografia
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa

Corria o ano de 1982 e o mundo ainda estava em plena Guerra Fria. Na URSS, o general Igor Petrowitsch Kornitzky, do Ministério da Indústria e da Defesa Soviético, ordenou ao director da empresa LOMO, Michael Pantiloff, em São Petersburgo, a produção maciça de máquinas fotográficas pequenas, robustas e fáceis de usar. O general amante da fotografia, tinha-se deixado encantar por uma pequena máquina japonesa, muito resistente e cujas lentes eram de qualidade excepcional. A ideia era produzir Lomos baratas para que estas se tornassem verdadeiros instrumentos de propaganda, com todas as famílias da URSS a documentarem amplamente, graças a elas, o estilo de vida soviético. A Lomo Kompact Automat foi produzida em série e vendida não só na União Soviética, mas também em países como o Vietname, a Alemanha de Leste e Cuba.
A "Lomomania" propriamente dita começa em
Praga em 1991, quando dois jovens vienenses, de férias na capital da República Checa, descobriram a máquina Lomo. Começaram então a fotografar tudo, muitas vezes sem sequer olhar através da objectiva. De regresso a casa, o fascínio dos dois fotógrafos pela cor, a luz e a qualidade das imagens ( focadas ou desfocadas) foi tão contagioso que rapidamente a moda das Lomo se espalhou entre os jovens da cidade. Em 1995 nascia em Viena, na Áustria, a Sociedade Lomográfica e a primeira LomoEmbaixada, com o objectivo de impedir o desaparecimento das pequenas máquinas fotográficas russas, uma vez que a fábrica de São Petersburgo tinha acabado com a produção. A Sociedade Lomográfica organizou uma série de vendas de Lomos no âmbito de diversos eventos culturais, que serviram para afirmar o valor artístico da Lomografia.
A arte de fotografar com uma Lomo consiste em fotografar ao acaso, de forma imprevisível. A Lomografia não é uma fotografia encenada, produzida; é uma fotografia do quotidiano.
Um dos grandes projectos da Sociedade Lomográfica em colaboração com as várias embaixadas espalhadas por mais de 50 cidades em todo o mundo, é a constituição do LomoWordArchive, um registo visual, à escala mundial, graças às fotografias do lomógrafos de todo o mundo.
Durante os últimos anos, uma comunidade superior a 500 000 lomógrafos estabeleceu uma reputação internacional para a Lomografia. Deste modo, aquilo que começou espontaneamente como uma abordagem artística à
fotografia em certos meios de Viena, tomou as proporções de um movimento internacional sociocultural. A Lomografia ganhou uma expressão que vai para além dos limites da fotografia. Este desenvolvimento tem vindo a ser suportado pela venda de produtos (com novidades frequentes) e também por uma diversidade de actividades culturais, tais como exposições, festas, espectáculos, publicações, projectos internacionais e locais, e colaborações em projectos na área do Cinema, Música e Novos-Media, regularmente organizadas pela Sociedade Lomográfica e pelos Embaixadores Lomográficos em vários países do mundo. O mito social e visual da Lomografia teve uma forte influência na estética da fotografia dos anos 90.
Hoje, a comunidade de Lomógrafos é incontável, ganhando novos membros, curiosos e entusiastas todos os dias, em todo o mundo! Entre estes existem meros mortais como nós, mas também famosas individualidades como
Brian Eno, Laurie Anderson, David Byrne, Pulp, Underworld, Helmut Lang, Moby, Robert Redford, apenas para nomear alguns.
A ideia básica da Lomografia – sê rápido, não penses, não tenhas preconceitos em relação ao teu ambiente, absorve tudo, colecciona e diverte-te a ser comunicativo – difundiu-se, cresceu e deu lugar a uma cultura de comunicação que é partilhada por todos.
Os lomógrafos detentores de um fanático voyeurismo do quotidiano, convivem com 10 regras de ouro da Lomografia:
1- Leva a tua Lomo onde você for.
2- Fotografe a qualquer hora do dia ou da noite.
3- A Lomografia não interfere na sua vida, ela é parte dela.
4- Aproxima-te o mais possível do objeto a ser fotografado.
5- Não pense.
6- Seja rápido.
7- Você não precisa saber antes o que fotografou.
8- Nem depois.
9- Não fotografe com os olhos.
10- Não se preocupe com as regras.